Reparo eletrodomésticos há já 20 anos.

A coisa mais horrível que alguma vez retirei de uma máquina de lavar pertencia a uma família com cães.

Não era um entupimento. Não era calcário. E isso explica porque a roupa dela cheirou a cão molhado durante meses, por muitas vezes que a lavasse.

Já sei como cheira a sua máquina de lavar antes sequer de abrir a porta. Conheço aquele olhar desde o momento em que me deixa entrar. Meio envergonhado, meio cansado, meio à espera de que eu diga algo que ainda não tenha ouvido.

Diz-me que já tentou tudo... vinagre, carbonato de sódio, pastilhas de limpeza compradas no supermercado, ciclos quentes em vazio. Diz que deixa a porta aberta. Que limpa a borracha. Que faz tudo como deve ser.

E, ainda assim, a roupa sai a cheirar a cão molhado.

Ouvi exatamente esta frase mais vezes do que consigo contar.

E vou dizer-lhe o que gostava que alguém tivesse dito a cada uma dessas pessoas antes de me ligarem e pagarem entre 300 e 600 euros por uma reparação que nem sequer devia ter sido necessária.

O que provoca o cheiro não tem nada a ver com sujidade, com calcário ou com o seu cão.

É algo que cresce dentro do aparelho, em sítios que nunca viu, e quando lhe explicar o que é, vai perceber porque nada resultou — e o que resulta mesmo.

No mês passado tive uma intervenção depois da qual deixei de guardar isto para mim.

Aquela que me fez decidir falar abertamente

Uma mulher de Lisboa. Dois cães, uma máquina de lavar de carga frontal com cerca de cinco anos e um aparelho que deixou de bombear a água a meio do ciclo.

Começou a explicar-me antes de eu sequer pousar as ferramentas.

Lavagem com vinagre.

Carbonato de sódio.

Pastilhas de limpeza compradas no supermercado, duas vezes.

Ciclos de autolimpeza que já nem contava.

Não se estava a desculpar. Estava a defender-se.

Depois disse uma frase que me atingiu:

«A minha filha chegou a casa da escola e disse que um dos colegas lhe tinha dito que cheirava a cão molhado. Tem nove anos...»

Calou-se. Via-se que carregava aquilo consigo há muito tempo...

Ajoelhei-me, abri o filtro na parte de baixo do aparelho e deixei a água estagnada escorrer para um recipiente.

Saiu castanha.

Não ligeiramente turva — mesmo castanha.

Como um chá velho deixado muito tempo ao sol.

Ficou a olhar fixamente. «Isto andava a tocar na nossa roupa?»

Em todos os ciclos.

Em todas as lavagens.

Aquela água fica lá dentro entre lavagens e tudo o que mete lá dentro marina literalmente nela.

Depois afastei a máquina da parede e cheguei à borracha, aquela vedação grossa à volta da porta.

Quando a puxei para o lado, a primeira coisa que me atingiu foi o cheiro.

Húmido, ácido, podre.

E depois vi...

Uma camada espessa de lodo escuro.

Pelo de cão agarrado, endurecido numa massa preta. Nalguns sítios, por baixo, crescia bolor.

Recuou mesmo. Tapou a boca com as duas mãos.

Os olhos encheram-se-lhe de lágrimas...

Não sei se era do cheiro ou do choque.

«Isto esteve aqui este tempo todo?», perguntou.

«Limpo aquela borracha todas as semanas. Lavo-a. Como é possível?»

Depois, mais baixo: «Fico maldisposta só de pensar que lavámos a nossa roupa nisto.»

Parecia alguém a quem acabaram de dizer que a casa que esfrega do chão ao teto todos os fins de semana escondia algo atrás das paredes esse tempo todo.

Vejo esta reação com frequência.

Mas esta ficou-me na cabeça.

Porque ela fazia absolutamente tudo como deve ser e, mesmo assim, o interior do aparelho parecia saído de um filme de terror.

A resposta à pergunta dela é a razão pela qual nada do que tentou alguma vez a ajudou.

O que lhe disse a seguir

Quando lava seja o que for com pelo de cão, esse pelo não é enxaguado como a sujidade normal. O pelo de cão é feito de queratina, que é uma proteína.

Quando se molha, cola-se, agarra-se ao tambor, incrusta-se nas borrachas e enfia-se nas mangueiras de esgoto e no filtro da bomba.

Ao longo de semanas e meses acumula-se atrás da borracha, dentro das mangueiras de esgoto, à volta do filtro da bomba, em cada canto que não vê e onde não consegue chegar.

E não fica simplesmente ali. Faz exatamente o que faz o cabelo no ralo do duche.

Sabe o que acontece quando o cabelo se junta no ralo do seu duche.

Prende o sabão, retém a humidade, as bactérias começam a alimentar-se dele e, em poucas semanas, forma-se dali uma massa densa, viscosa e malcheirosa que nenhuma quantidade de água quente consegue mover.

Tem de a retirar fisicamente ou usar algo que a dissolva.

Agora imagine que isto acontece dentro da sua máquina de lavar.

Não no ralo que vê e onde consegue chegar, mas atrás da borracha, no fundo das mangueiras, enrolada à volta do filtro da bomba.

E, em vez de uns quantos cabelos acumulados em algumas semanas, falamos de meses ou anos de pelo de cão a acumular-se num espaço quente e húmido que nunca seca por completo.

É exatamente isto que cresce dentro do aparelho de quem tem animais. Uma camada viva de bactérias e bolor, ligada à proteína, cobre as superfícies escondidas tal como o lodo cobre o interior de um ralo negligenciado.

Só que aqui não pode meter a mão e retirá-la.

É por isso que nada do que tentou lhe chega sequer perto.

O vinagre é um ácido, atua apenas à superfície.

Isto é um biofilme.

O carbonato de sódio é dirigido contra os depósitos minerais.

Sobre a proteína não tem efeito.

As pastilhas de limpeza comuns são concebidas para o calcário mineral de aparelhos sem animais.

Nunca foram destinadas a isto.

E pôr o ciclo mais quente em vazio? Isso na verdade agrava ainda mais a situação. O calor endurece ainda mais a proteína à superfície, como um ovo que solidifica numa frigideira quente.

Cada ciclo quente que julgava estar a limpar o aparelho não fez mais do que fixar o problema ainda mais fundo.

Ela não fez nada de errado. Cada produto que comprou foi concebido para um aparelho sem cães.

Ninguém lhe disse que a máquina de lavar de quem tem animais tem lá dentro um problema completamente diferente.

Não é sujidade. Não é calcário.

É biologia.

E enquanto não usar algo que decomponha a proteína ao nível molecular, o cheiro nunca vai desaparecer.

Perguntou-me: «Então o que é que resulta mesmo?»

A resposta que dou a todos os donos de cães

A única substância química capaz de decompor um depósito à base de proteína são as enzimas.

Não o ácido. Não o cloro. Não o calor.

As enzimas não tentam queimar o depósito por fora: penetram na própria estrutura dele e desfazem-no pedaço a pedaço, tal como a ferrugem corrói o metal de dentro para fora.

Uma enzima dissolve a queratina.

Outra remove a camada gordurosa agarrada ao tambor.

A terceira decompõe as fibras que ancoram tudo às superfícies do aparelho.

Quando estas camadas cedem, aquilo tudo solta-se e é enxaguado pelo esgoto.

Nada do que está na prateleira do supermercado consegue fazer isto.

Nenhum desses produtos contém enzimas dirigidas contra a proteína, porque não foram concebidos para aparelhos com pelo de cão lá dentro.

A primeira vez que ouvi falar de um produto que faz mesmo isto foi por outro técnico de eletrodomésticos, um tipo que faz reparações não muito longe do Porto.

Recomendava-o a quem tinha cães e dizia que o número de intervenções repetidas lhe tinha caído a pique.

Também o experimentei. Em casa tenho dois labradores.

Pus uma pastilha num ciclo quente com o tambor vazio.

A água que saiu era castanho-escuro, de uma máquina de lavar que eu julgava limpa.

Ao fim de dois ciclos o cheiro tinha desaparecido. Não mascarado. Desaparecido.

Chama-se Limpador Profissional para Máquina de Lavar – Enzimas Ativas.

Uma pastilha. Tambor vazio. Ciclo quente.

Uma vez de duas em duas semanas.

É tudo.

É o único produto com que me cruzei em 20 anos que foi verdadeiramente concebido para o problema biológico que surge dentro das máquinas de lavar de quem tem animais.

Um pequeno fabricante desenvolveu-o exatamente para isso: uma pastilha multienzimática que liberta oxigénio bem fundo no tambor, nas mangueiras e nas borrachas, soltando tudo o que as enzimas decompuseram para ser enxaguado até ficar limpo.

Segura para o seu aparelho, segura para os esgotos, e funciona com qualquer tipo: carga frontal, HE, compactas.

Disse isto àquela senhora ali mesmo, na cozinha dela.

Por cerca de 40 euros teria podido evitar exatamente o problema pelo qual acabei de lhe faturar 400 euros de reparação.

Três semanas depois escreveu-me:

«A água sai agora limpa. E, pela primeira vez em mais de um ano, a minha roupa cheira a roupa lavada. Encostei a camisola da escola da minha filha à cara e simplesmente inspirei. Muito obrigada.»

O que muda nas primeiras semanas

Depois do primeiro ciclo vai ver que a água sai com cor.

Isso é um bom sinal, significa que o depósito se está a soltar.

É precisamente aquilo que estava dentro da sua máquina de lavar e tocava em todas as lavagens.

Ao segundo ou terceiro ciclo, ou seja, em cerca de quatro a seis semanas, o cheiro começa a desaparecer.

Não tapado por outro cheiro.

Mesmo desaparecido.

Abre a porta e cheira simplesmente a roupa lavada.

É tudo.

Nenhuma humidade. Nenhum cheiro a mofo.

Aquele cheiro limpo que já tinha esquecido que o seu aparelho era sequer capaz de criar.

Apenas roupa que cheira bem.

É tudo o que alguma vez quis.

Não aquele vestígio ténue de cão molhado que fingia não existir.

Vai deixar de cheirar a farda da escola da sua filha antes de ela a vestir.

Vai deixar de voltar a lavar as máquinas que deviam ter ficado bem à primeira.

O amaciador que compra aos litros para tapar o cheiro? Não vai precisar mais dele.

O cheiro nunca vinha da roupa.

A água escoa em segundos em vez de ficar parada.

Os ciclos acabam quando devem.

E aquele nó no estômago sempre que ouve um barulho estranho na lavandaria e pensa se hoje é o dia em que se vai avariar e o espera uma fatura de 400 euros — esse também desaparece.

Não é imaginação.

É exatamente isto que acontece quando o interior do seu aparelho está verdadeiramente limpo.

★★★★★

«O meu cão larga pelo de forma horrível e eu tenho o cabelo comprido. Depois de lavar a nossa roupa, a máquina fica cheia de pelos e cheira mal. Depois da primeira lavagem com este produto, os pelos desapareceram, e o cheiro também. Vou de certeza voltar a encomendar.»

— Catarina M.
★★★★★

«Estava um pouco céptica, mas decidi experimentar. Tenho um pastor-alemão grande e os pelos ficam por todo o lado e muito visíveis na máquina de lavar. Ao fim de algumas utilizações, a máquina está mais limpa, mais fresca e sem pelos. Este produto superou em muito as minhas expectativas.»

— Amália R.

Mais de 580 avaliações verificadas. Média de cinco estrelas. A maioria diz a mesma coisa: «Pena não ter sabido disto mais cedo.»

Mais uma coisa antes de sair

Pela intervenção que acabei de descrever cobro entre 200 e 600 euros.

Uma máquina de lavar nova custa entre 500 e 900 euros, e exatamente o mesmo problema começa a crescer dentro da nova ao fim de alguns meses.

O Limpador Profissional para Máquina de Lavar custa menos do que um almoço normal entregue ao domicílio.

Menos do que a maioria das pessoas já gastou em vinagre, carbonato de sódio e pastilhas de limpeza que não resultaram.

E se está a pensar

«Já vi limpadores de máquinas de lavar por uns euros no supermercado.»

Esses são concebidos para o calcário mineral.

Não conseguem decompor o pelo de cão nem o que cresce à volta dele. É como comparar um penso rápido com antibióticos.

Uma coisa vou dizer... Tive pessoas que me disseram que, depois da minha recomendação, quiseram encomendá-lo e estava esgotado. Quando voltou a haver, o aparelho delas já se tinha avariado.

Por isso, se estiver disponível quando ler isto, não adie.

Ou pode continuar com o que tem feito até agora.

Mais uma lavagem com vinagre.

Mais um ciclo quente.

E numa manhã a sua máquina de lavar deixa de bombear, a filha volta a chegar a casa infeliz, e essa intervenção vai custar-lhe vinte vezes mais do que custa hoje uma pastilha.

O Limpador Profissional para Máquina de Lavar vem com uma garantia de devolução do dinheiro de 60 dias. Nenhum risco em experimentá-lo. O risco está apenas em esperar.

Envio grátis em encomendas acima de 50 euros.

Com que frequência o uso?+

Uma pastilha, tambor vazio, ciclo quente — de duas em duas semanas.

Vai funcionar com a minha máquina de lavar?+

Sim. Carga frontal, HE, compactas — todos os tipos.

Vai dissolver o pelo de cão?+

Decompõe a proteína que faz o pelo colar-se e liberta tudo para ser enxaguado. Ao fim de alguns ciclos, o pelo agarrado desapareceu.

Em quanto tempo vou notar a diferença?+

A maioria dos clientes vê a água com cor logo após o primeiro ciclo. O cheiro desaparece normalmente em dois a três ciclos.

E se não resultar?+

Devolução integral do dinheiro em 60 dias. Sem perguntas.

Este artigo reflete a experiência pessoal e a opinião profissional do autor. Os resultados individuais podem variar.